
Imagine chegar na segunda-feira e encontrar todos os arquivos da sua empresa, planilhas de clientes, contratos, finanças, criptografados com um pedido de resgate em Bitcoin. Este cenário não é de filme, é a realidade diária de centenas de PMEs no Brasil.
O ransomware é um “sequestro de dados”, e os criminosos adoram mirar em pequenas e médias empresas, que acreditam ser “pequenas demais para serem um alvo”.
Mas como saber se a sua empresa está na mira? Muitas vezes, as “portas” não estão apenas abertas; elas estão escancaradas.
Ransomware é um software malicioso que, ao infectar um sistema, criptografa todos os dados e exige um pagamento (resgate) para liberar o acesso.
Durante anos, PMEs acreditaram que apenas grandes corporações eram alvos. A realidade é o oposto: criminosos sabem que PMEs:
Têm menos investimento em segurança.
São mais propensas a pagar o resgate rapidamente para não quebrar.
Possuem dados valiosos de clientes.
A questão não é se sua empresa será alvo de uma tentativa, mas quando. E o primeiro passo é identificar se você está facilitando o trabalho deles.
Se você reconhecer qualquer um dos sinais abaixo, sua empresa está com uma vulnerabilidade crítica que precisa ser corrigida hoje.
Desatualizados
Cada software no seu computador (Windows, Office, Adobe, etc.) é uma porta. Quando o fabricante descobre uma falha, ele solta uma atualização para “trancar” essa porta. Se seus computadores vivem pedindo para “atualizar e reiniciar” e sua equipe ignora, vocês estão deixando essas portas abertas para invasores.
Inexistente ou Fraco
O vetor de ataque número um não é um hacker genial; é um e-mail. O “Phishing” — aquele e-mail falso do “banco”, de um “fornecedor” ou até mesmo uma “multa de trânsito” — é como o ransomware entra. Se sua equipe não for treinada para identificar e-mails suspeitos, ela é o seu maior risco. Um clique errado pode derrubar a rede inteira.
Esta é a pergunta de ouro: se sua empresa perdesse todos os dados agora, em quanto tempo você voltaria a operar?
Risco Alto: Você não faz backup.
Risco Médio: Você faz backup em um HD externo… que fica conectado no mesmo computador que seria infectado. O ransomware criptografa o backup junto.
Segurança: Você tem um backup na nuvem (isolado) e testado regularmente.
Antivírus gratuito é feito para uso doméstico. Ele não foi projetado para o volume e a sofisticação de ataques direcionados a empresas. Ele não possui gestão centralizada, não protege servidores e não monitora o comportamento de arquivos (a principal defesa contra ransomware). Usar uma solução gratuita em um ambiente corporativo é como tentar proteger um cofre com um cadeado de bicicleta.
Sua empresa ainda usa senhas como “empresa123” ou “admin”? Pior: todos os funcionários usam a mesma senha para o servidor de arquivos? Sem uma política de senhas fortes (com troca periódica) e, idealmente, autenticação de dois fatores, você está facilitando o acesso lateral.
Muitos empresários pensam que o único custo do ransomware é o resgate. O problema é muito maior e tem nome: LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
Um ataque de ransomware é um vazamento de dados. Os criminosos não apenas criptografam, eles copiam os dados antes (especialmente dados pessoais de clientes e funcionários).
Se sua empresa for atacada e ficar provado que você foi negligente (ex: não tinha antivírus adequado, não atualizava sistemas), a multa da ANPD pode chegar a ser muito maior que o próprio resgate. A sua responsabilidade não é impedir o ataque (isso é impossível), mas provar que você fez tudo o que estava ao seu alcance para proteger os dados.
Se você se identificou com os sinais de risco, a boa notícia é que a correção pode começar agora e se baseia em três pilares: Pessoas, Processos e Tecnologia.
Pessoas: Crie uma sessão de treinamento de 30 minutos com sua equipe sobre como identificar e-mails de phishing.
Processos: Revise sua política de backup. Contrate um serviço de backup em nuvem (como Google Drive, OneDrive ou soluções dedicadas) e automatize o processo.
Tecnologia: Este é o pilar mais crítico para a prevenção. Um antivírus corporativo moderno não é um “gasto”, é um “investimento” em continuidade. Ele monitora o comportamento dos arquivos para detectar e bloquear um ataque de ransomware antes que ele comece.
É exatamente neste ponto que uma solução de nível empresarial se paga. Diferente de soluções gratuitas, ferramentas B2B como o Kaspersky oferecem gestão centralizada, proteção de servidores e bloqueio avançado de ameaças “dia-zero” (novas).